DELEUZE

(...) o escritor, enquanto tal, não é doente, mas ante médico, médico de sí próprio e do mundo. O mundo é o conjunto dos sintomas cuja a doença se confunde com o homem. A literatura aparece, então, como um empreendimento de saúde: não que o escritor tenha uma forçosamente saúde de ferro (...) mas ele goza de uma frágil saúde irresistivel, que provém do fato de ter visto e ouvido coisas demasiado grandes para ele, fortes demais, irrespiráveis, cuja passagem o esgota, dando-lhe contudo devires que uma gorda saúde dominante tornaria impossíveis.
Frase de Deleuze fantásticamente citada em O JARDIM DA ILUSOES por Édio Raniere.
Frase de Deleuze fantásticamente citada em O JARDIM DA ILUSOES por Édio Raniere.

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